Saúde depois dos 40: quais exames devem entrar na rotina?

A chegada aos 40 anos representa uma nova fase da vida, e também um bom momento para olhar com mais atenção para a saúde. Mesmo quando não existem sintomas, alguns exames e avaliações de rotina podem ajudar a identificar alterações precocemente e acompanhar fatores de risco.

Não existe uma lista única de exames que sirva para todas as pessoas. A necessidade de cada avaliação depende da idade, histórico familiar, hábitos de vida, condições de saúde e orientação médica. Ainda assim, alguns cuidados costumam fazer parte do acompanhamento de adultos a partir dessa fase.

1. Pressão arterial

A hipertensão pode permanecer silenciosa por anos e aumentar o risco de problemas cardiovasculares, renais e outros. Por isso, medir a pressão regularmente é uma das formas mais simples de acompanhar a saúde.

2. Colesterol e triglicerídeos

O perfil lipídico permite avaliar os níveis de colesterol total, HDL, LDL e triglicerídeos. Alterações nesses indicadores podem estar associadas a um maior risco cardiovascular e devem ser avaliadas em conjunto com outros fatores de risco.

3. Glicemia

A avaliação da glicose no sangue pode ajudar a identificar alterações do metabolismo e sinais de pré-diabetes ou diabetes. Dependendo do caso, o médico também pode solicitar a hemoglobina glicada, que fornece uma visão dos níveis médios de glicose ao longo dos últimos meses.

4. Avaliação do peso e da composição corporal

Peso, índice de massa corporal e, principalmente, a distribuição da gordura corporal podem fornecer informações importantes sobre a saúde metabólica. O aumento da gordura abdominal, por exemplo, está relacionado a maior risco de algumas doenças crônicas.

5. Avaliação da saúde do coração

Além dos exames laboratoriais, o médico pode avaliar histórico familiar, hábitos de vida, pressão arterial e outros fatores de risco para determinar se são necessários exames cardiovasculares adicionais.

Nem todo adulto saudável precisa realizar exames cardiológicos complexos de forma periódica. A indicação deve ser individualizada.

6. Saúde dos rins e do fígado

Exames de sangue e urina podem ser solicitados para avaliar a função renal e hepática, especialmente quando existem fatores de risco, histórico familiar, uso de determinados medicamentos ou outras condições que justifiquem o acompanhamento.

7. Saúde da visão e da audição

Alterações na visão e na audição podem surgir gradualmente e nem sempre são percebidas imediatamente. Avaliações periódicas podem ajudar a identificar mudanças e orientar o tratamento adequado.

8. Vacinação

Prevenção não se resume a exames. A vacinação também faz parte dos cuidados de saúde na vida adulta. O calendário deve ser atualizado de acordo com a idade, condições de saúde, histórico vacinal e recomendações das autoridades de saúde.

9. Exames de rastreamento

A partir dos 40 anos, algumas pessoas podem precisar iniciar ou intensificar determinados rastreamentos, como os relacionados a câncer de intestino, mama, colo do útero ou próstata.

Entretanto, a idade para começar, a frequência e o tipo de exame variam de acordo com o sexo, histórico familiar, fatores de risco e recomendações médicas. Por isso, o ideal é conversar com um profissional de saúde antes de simplesmente solicitar uma bateria de exames.

Fazer exames não significa esperar ficar doente

Um dos principais objetivos do acompanhamento preventivo é justamente identificar alterações antes que elas provoquem sintomas ou complicações.

Depois dos 40, manter consultas regulares, praticar atividade física, ter uma alimentação equilibrada, dormir bem, evitar o tabagismo e manter as vacinas em dia são atitudes que complementam os exames e contribuem para uma vida mais saudável.

Cuidar da saúde não precisa começar quando aparece um problema. A prevenção começa com acompanhamento e informação.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma avaliação médica individualizada. A necessidade e a frequência dos exames devem ser definidas por um profissional de saúde de acordo com as características de cada pessoa.

Procedimentos

Ultrassonografia em geral

O exame de ultrassonografia, também chamado de ecografia, utiliza ondas sonoras de alta frequência para produzir imagens do interior do corpo. As imagens são adquiridas em “tempo real”, podem mostrar além das características morfológicas das estruturas, o movimento dos órgãos internos do corpo. A ultrassonografia é um método rápido e seguro praticamente inócuo ao paciente e quase não tem contra-indicações, sendo utilizado muitas vezes com finalidade preventiva e de rastreamento. É amplamente utilizada na avaliação do abdome, da pelve masculina e feminina, dos rins e bexiga, de músculos e tendões e no estudo das glândulas salivares, da tireóide e outras estruturas. A limitação do ultrassom é não possibilitar a visão através dos ossos e das estruturas que contém gás. Por isso, não pode ser utilizado para estudar os pulmões, o estômago e o interior do tubo digestivo, nem para identificar a maioria das lesões ósseas.

Ecocardiograma Transtorácico

O ecocardiograma é um exame de diagnóstico por imagem que estuda o coração através do ultrassom (é uma ultrassonografia cardíaca). Através dessas imagens, o médico especialista pode avaliar a anatomia e fisiologia cardíacas, o fluxo sanguíneo dentro do coração e das grandes artérias e a função contrátil do coração. Também é possível diagnosticar uma série de doenças que afetam a o coração, como lesões valvares, infarto do miocárdio, miocardiopatias, presença de tumores ou trombos e doenças congênitas. É um exame sem risco algum para o paciente sendo uma ferramenta essencial para o cardiologista.

Doppler Colorido de Membros Superiores e Inferiores

O Doppler Arterial e Venoso é um tipo de ultrassonografia que avalia possíveis problemas circulatórios nos membros inferiores e posteriores do corpo. O seu principal objetivo é identificar distúrbios nas artérias e veias, no sentido de localizar doenças do sistema vascular. Isso é possível através da visualização tanto do fluxo sanguíneo como da irrigação do sangue em determinada região. As alterações mais comuns, diagnosticadas pelo exame Doppler Arterial e Venoso são as varizes, tromboses e aneurismas.